domingo, abril 29, 2012
terça-feira, abril 17, 2012
A Primeira Parede
Em cada visita aos Pinheirinhos, lá estava aquela pequena linha lógica a clamar para receber as mãos de um qualquer que se propusesse a tentar. No passado Domingo, a Daniela e eu decidimos ser o “qualquer” e lá fomos divertidos, em amena cavaqueira, trilhando o caminho que já conhecemos perfeitamente.
Desta feita inaugurámos uma parede, situada à esquerda da “Parede Amarela”, que ainda não possuía uma única via!
A "Primeira Parede".
Não é que seja uma parede com o melhor aspecto do mundo mas, pelo menos existia aquela potencial via atractiva, constituída por uma fissura evidente que corta o contraforte em diagonal. Estava mesmo a pedir para ser escalada!
O primeiro lance revelou-se interessante... para coleccionadores. Honestamente, já escalámos coisinhas melhores. A rocha não é das mais sadias (leia-se medíocre) e as protecções são difíceis de colocar.
A escalar o primeiro lance... interessante!
A Daniela a terminar o primeiro lance.
A coisa “deu-se” e chegámos ao local de reunião, uns 20 metros depois. Apesar de parecer um lance curto, resolvemos montar ali uma reunião porque prosseguir iria com toda a certeza revelar uma vez mais o animal que existe em mim... animal de grunhidos, zurros e rosnadelas, tudo sons que me saem das goelas, cada vez que me entalo a escalar. Desta vez, o “entalo” seria o atrito da corda sinuosa na rocha, caso tivesse decidido continuar para cima.
O segundo largo, muito mais interessante – desta vez à séria! – apresentou uma rocha muito melhor e uns passos atléticos para desfrutar. Curiosamente, a tal fissura atractiva que motiva alguém a escalar esta linha marginal, só foi utilizada já na secção final, onde a parede perde dificuldade e o espirito retoma a tranquilidade.
O inicio do segundo largo.
A terminar a via.
A Daniela a colocar um friend no local onde equipámos o rapel.
A modos de conclusão final, a Sombra Soleada, estará longe de ser uma via extraordinária mas, em nossa opinião, pode valer pelo segundo largo, bonito. Quanto ao primeiro lance, o melhor será considerar aquilo como um acesso!
Gear...
Para descer existem duas opções:
1. A caminhar, descendo o canal situado entre a Parede Amarela e a parede que acabamos de escalar.
2. Em rapel através de uma plaquete de argola e cordeleta equipadas um pouco abaixo e à direita da ultima reunião, até ao solo, utilizando cordas duplas.
Com corda simples o acesso à reunião de baixo é difícil, devido ao extra-prumo.
E desta forma, ali fica uma nova adição ao mundo fantástico dos Pinheirinhos.
Paulo Roxo
Os croquis:
Publicada por Paulo Roxo à(s) 17:43 1 comentários
Etiquetas: Serra da Arrábida
quarta-feira, abril 11, 2012
Perro Marrón
“El Lechêne? Más seco que en verano!” Responde em Castellano o guarda do refugio Des Oulettes de Gaube, situado nos Pirinéus franceses.
Com o telefone na orelha, como descargo e adivinhando a resposta do outro lado, ainda pergunto sobre as condições do “Corredor de Gaube”: “El Gaube? Más seco que en verano! Si quieres sube hasta aquí, pero no vás a escalar!”
O aumento das temperaturas, as más condições das montanhas e o mau tempo, invalidaram os restantes objectivos do estágio “Ascensões míticas”.
Felizmente, já tínhamos realizado uma bonita actividade...
Depois da “Aresta Kuffner”, o Tiago faneca resolveu aceitar um novo desafio e juntos formámos cordada para levar a cabo o programa proposto para os Pirinéus.
Tivemos de adaptar os planos desde o inicio em função das condições climatéricas. Aproveitando uma curta janela de bom tempo e, com poucas horas de descanso, depois da viagem de carro desde Portugal, iniciámos a caminhada de aproximação à parede noroeste do Gabietos Ocidental, um bonito pico com 3034m situado no maciço do Taillón.
A proposta de programa original visava a ascensão da clássica face norte do Taillón. No entanto, o Gabieto ficava um pouco mais próximo do que o seu vizinho, tornando-o automaticamente num candidato mais apetecível, caso se confirmassem as piores previsões.
“Provavelmente teremos a oportunidade de abrir uma nova via, caso aches boa ideia.” A minha proposta, realizada dias antes da partida para os Pirinéus, suscitou uma resposta entusiasmada do Tiago, aumentando assim o leque de possibilidades.
Por volta das sete da manhã do dia 1 de Abril, através da penumbra da alvorada já se via a magnifica face noroeste do Gabieto.
A face Noroeste do Gabieto já à vista!
Como oportunistas, seguíamos um trilho recente na vertente nevada de acesso à base da parede. “Ali estão eles!” Com o dedo estendido apontei os autores da linha de pegadas que aproveitámos. Naquele momento, já se encontravam bastante alto e bem inseridos na “Noroeste Clásica”, um evidente corredor que corta a parede de neve e rocha pelo seu centro.
Os dois circulos vermelhos marcam os dois alpinistas na "Noroeste clásica".
Um primeiro lance mais empinado do que a primeira vista fazia supor, revelou uns passitos interessantes de escalada mista. Logo, continuou o Tiago “à frente”, percorrendo grande parte de um corredor largo e extenso.
O primeiro lance empinado.
O Tiago a emergir do primeiro lance da via.
"Queres seguir agora tu de primeiro? Vamos!"
Por detrás das nossas mochilas o sol iluminava já as montanhas mais altas, com as faces sul apenas manchadas de branco e castanho, com pouca neve para a época.
Íamos ganhando altura, sempre procurando o itinerário mais evidente.
Auto-foto com o precipicio.
O Tiago a chegar a uma reunião.
“Está aqui um piton! Isto não é uma via nova!” Anunciou o Tiago. A descoberta do artefacto instalou um travo de desilusão mas, por pouco tempo. No fundo, que importava? Abertura, repetição. Naquele momento estávamos mais concentrados na ascensão de uma via bonita do que propriamente em ligar para a importância abstracta de sermos os “primeiros”.
O Tiago a escalar o corredor intermédio.
O Tiago esmerou-se para proteger convenientemente uma curta passagem lateral de rocha, depois dedicou-se a arrastar a corda atascada num zigue-zague de atrito impossível de remediar e finalmente, esforçou-se para encontrar uma reunião aceitável num muro muito decomposto. Quando cheguei à reunião deparei com uma cinta passada à volta de uma pedra entalada. “Foi o melhor que se conseguiu arranjar!” Remata o Tiago com um sorriso, como resposta ao meu olhar desconfiado. De facto, não existia nenhuma outra alternativa naquele local. Felizmente, uma “chapa” de gelo aceitou um bom parafuso e, razoavelmente protegido, lá ultrapassei um curto muro gelado. Estávamos perto da aresta cimeira e do final da nossa via.
O Tiago a ultrpassar uma passagem mista mais delicada.
Eu, numa passagem de gelo fino.
O vazio!
O sol resolveu iluminar a vertente.
Um diedro empinado com uma fina linha de neve, uma secção de rocha e um muro de gelo muito fino prometiam alguma luta. Uma combinação duvidosa entre o “Dry-tooling”, “Wet-tooling” e “No-tooling”, permitiu superar em livre as ultimas dificuldades, o “crux” de toda a via.
O diedro final... e a seguir?
Dry!
O Tiago a terminar as ultimas dificuldades da via...
... e a chegar à reunião.
Em breve, montámos a afiada aresta que nos conduzia ao cume.
Não tivemos tempo para apreciar as vistas porque rapidamente nos tornamos testemunhos involuntários do famigerado hábito que possuem as montanhas para a mudança súbita de humores. Bem mais perto do que o desejaríamos, avistámos um compacto muro de nuvens negras que se aproximavam da nossa posição a passos largos. De repente, o estrondo de um trovão confirmou os piores receios. A aresta de uma montanha a escassos metros do seu cume é com toda a certeza o ultimo sítio para se estar durante uma tempestade eléctrica.
“Vamos, vamos, vamos!” Foram as únicas palavras proferidas durante os longos minutos de travessia final.
Na aresta final com a tempestade eléctrica a aproximar-se a bom ritmo. "Vamos, vamos, vamos!"
Um dos momentos da descida.
Toda a descida foi bem regada com neve, granizo e chuva, por esta ordem.
Ainda na fase da primeira parte da tempestade (a parte da neve!) tive a oportunidade de observar um raio a estourar no cimo do Taillón. Um bom lembrete para confirmar que o trio formado pelas electricidade, cume e alpinista nunca podem resultar em boa coisa.
E depois... a grande molha!
Na ultima parte da descida, sob chuva intensa, em passo acelerado por entre pedras e lama, fomos sempre acompanhados por um pequeno cão perdido do dono. Pouco depois constatámos que o cão pertencia a um dos escaladores que avistámos nessa manhã na parede do Gabietos. A recuperação do pequeno fiel amigo do Homem foi a gotinha que motivou o nome para a possível nova via.
Dias mais tarde, após pequena investigação cheguei à conclusão que o piton descoberto provinha provavelmente de uma repetição da via “Salaverría/García” pois foi encontrado precisamente na secção em que as vias se tocam. No entanto, a certeza absoluta destas coisas é algo que não existe. Dito isto, até indicações em contrário, fica o traçado invisível de uma nova linha numa bonita e sugestiva parede de gelo e rocha na incontornável cordilheira dos Pirinéus.
Uma ascensão divertida.
Paulo Roxo
Os topos
Publicada por Paulo Roxo à(s) 10:46 2 comentários
Etiquetas: Pirinéus
sexta-feira, março 23, 2012
O sentido da aventura
Qual a relação entre Peter Croft, Alex Lowe, Lynn Hill e os Pinheirinhos? Aparentemente nenhuma, no entanto...
No outro dia, sentia-me inspirado. Tinha visto algo na moderna e muitas vezes malfadada internet que me tinha despertado uma luzinha. Um interruptor que se liga e desliga consoante a deriva do entusiasmo.
Organizei o material necessário para a nova abertura que se avizinhava, tirei uma foto a tudo e fiquei ali um bocado a olhar para a quinquilharia. Um molhe de ferragem incompreensível para o resto dos mortais mas, para mim, uma espécie de xarope tranquilizador.
O pequeno filme da internet que me tinha entusiasmado, era um video sobre uma ascensão moderna do mítico escalador norte-americano Peter Croft.
Peter Croft, com 53 anos, continua a pautar elegantes ascensões em rocha que conclui, sobretudo nas montanhas californianas, em redor de Yosemite National Park. A realização que colocou Peter sob os holofotes da ribalta da tímida comunidade de escaladores foi, sem sombra de duvida, a ascensão em solo integral da famosa via Astroman, em Washington column, Yosemite. Corria o ano de 1987 e tinham passado onze anos desde a primeira ascensão em escalada livre da Astroman, uma via considerada anteriormente como linha de artificial.
A Daniela a iniciar o primeiro lance em travessia da nova via.A escalada de Peter sem corda desta linha ícone impregnou-lhe um estatuto de lenda viva. No entanto, as realizações desportivas por si só, não bastariam para cativar a atenção para este escalador. Existia outro factor muito mais determinante, muito mais importante do que números insípidos de graus ou colecções. Um factor subjectivo e impalpável, partilhado também, por uns poucos, nos quais insiro Lynn Hill ou Alex Lowe, apenas para referir alguns.
Lynn Hill, apesar da sua reduzida estatura sempre foi dotada para o desporto e foi na escalada em rocha que se excedeu.
Ainda muito jovem esta rapariga foi praticamente adoptada pelo grupo restrito de escaladores que, logo após o auge do movimento Hippie, se instalaram permanentemente no vale do Yosemite. Este grupo sobrevivia como podia, realizando puxadas ilegais aos postes locais para poderem ter electricidade e concretizando pequenos serviços temporários no parque, muitas vezes em troca de comida para poderem permanecer na meca da altura e assim alimentarem os seus sonhos insaciáveis de escalada.
Uma presença feminina inserida numa tribo de machos, entre os quais cirandavam nomes, já na época sonantes, como Jim Bridwell ou John Long, constituía uma espécie de catalisador. No entanto, convêm pontualizar que Lynn Hill não funcionava de todo como a mascote de um bando atulhado em testosterona. A primeira ascensão absoluta em escalada livre da célebre via Nose, no colosso de 900 metros do El Capitan, depois de várias tentativas protagonizadas pelos “mais fortes” do vale, veio comprovar, caso ainda existisse um remanescente de dúvida, as capacidades desta escaladora dedicada.
Na bonita entrada do 9º lance de escalada.Alex Lowe, por seu turno, era frequentemente mencionado como “Cavaleiro branco” ou “Pulmão com pernas”, devido à sua fortaleza física e mental.
Ao contrário de Peter Croft ou Lynn Hill, escaladores de rocha convictos, Alex sobressaiu no terreno alpino, figurando no seu curriculum ascensões mistas e de gelo extremamente difíceis aos níveis técnico e psicológico. Uma das suas realizações indeléveis foi a abertura de uma via de Bigwall nas Torres do Trango, no Paquistão, “Parallel worlds” em 1999. Esta ascensão notável a juntar ás outras duras escaladas protagonizadas por Alex demonstraram a competência deste grande alpinista versátil. Alex Lowe morreu sepultado por uma avalanche, durante uma actividade de reconhecimento à face sul do Shisha Pangma. Com ele foi também a fotografia dos seus dois filhos, que transportava sempre em todas as suas expedições.
A Daniela a terminar a via. Lá embaixo, a baleia sempre presente. Onde está a baleia?Alex era reconhecido na comunidade de escaladores pela sua coragem, graça, aptidões atléticas e sobretudo pela sua humildade, esta ultima qualidade, em minha opinião, vai de encontro directo com o seu mais importante legado, transcrito numa singela ideia. Ideia essa em tudo relacionada com o tal factor subjectivo e impalpável, comum a Peter Croft e Lynn Hill. Comum também a outros tantos, que desejava serem muitos mais.
No dia seguinte, a Daniela e eu embrenhámo-nos numa nova aventura. No primeiro dia escalámos a primeira parte de uma nova via na bela falésia dos Pinheirinhos, na Arrábida. Consideramos esta parede como uma espécie de “nosso quintal” e a cada visita maravilhamo-nos mais com a beleza natural circundante.
Íamos decididos a enfrentar as dificuldades com um estilo ligeiro e, para isso não transportámos a “batota” favorita: a máquina de furar. As plaquetes que parcamente abandonamos foram colocadas à mão o que constituiu um bom lembrete da dureza da tarefa. Embora a máquina nos tenha acompanhado nalgumas das nossas mais recentes aberturas, acredito que é muito salutar continuar a pensar que a colocação de “bolts” à martelada e à mão tem um fundamento de “fair-play” mais acentuado, no fundo, mais ético.
Uma primeira grande travessia horizontal por baixo de um arco de extra-prumos góticos de calcário introduz-nos num mundo estranho e surreal. O movimento suave do mar azul e transparente mesmo por baixo dos pés vai deformando o leito, revelando imagens etéreas, sugerindo uma aura misteriosa neste lugar singular. O ambiente quase esotérico condiciona as acções. Escalar aqui requer algum esforço mental suplementar, uma inspiração particular.
A Daniela, na travessia inicial e o primeiro largo original da via.
A chegar à primeira reunião da via, com o mar aos pés. "Deep water soloing", carregados de material!O primeiro lance vertical da via, revela os seus segredos sob a forma de uma rocha sólida e confiável. Cruzamos território inexplorado e vertiginoso mas, nunca extremo em termos de dificuldades. De facto, as formas rochosas exageradas, durante milénios pertencentes ao reino da escuridão, depois colocadas a céu aberto pela eterna acção do Atlântico, foram esculpidas por processos geomorfológicos, que criaram a ergonomia suficiente para permitir uma escalada relativamente fluída, mesmo com muito ar debaixo dos pés.
Vistas vertiginosas desde a segunda reunião original da via.
E a realizar o ultimo passito delicado de acesso à reunião.No segundo dia da abertura, uma nova surpresa surgiu no horizonte. Golfinhos.
Não é a primeira vez que avistamos estes cetáceos a rumar em direcção ao oceano profundo, graciosamente emergindo e mergulhando de forma cadenciada. A aparição destas almas dos mares desperta-nos sempre sorrisos rasgados e exclamações de jubilo. Um momento de paz e maravilha num mundo cada vez mais confuso e de futuro incerto. O surgimento fugaz destes belos animais devolve-nos o sentimento de que o planeta vai subsistir, o azul do céu continuará a brilhar e o oceano seguirá insondável.
O ultimo lance da nossa via revelou-se o mais exigente. Precariamente suspenso num friend marginal, acabo de arruinar os rins a colocar o ultimo expansivo. Desde este ponto ergue-se uma fissura/diedro estética e atractiva. Pensei: “Assim que lhe colocar as mãos... lá vou eu!” Coloquei-lhe as mãos e... cerca de uma hora depois – depois de muito mais tempo a cruzar uma placa teimosa – emergimos no topo da falésia.
Resolvemos baptizar a nova via com o nome Golfinhos. Uma pequena homenagem à vida.
Dois dias antes, depois de ver o pequeno video de Peter Croft, organizei o material e fiquei para ali a olhar para a quinquilharia. De repente, surgiu-me na cabeça a ideia concreta do que me fascina na escalada e na montanha e o que verdadeiramente me motiva.
No filme de Peter Croft, este termina com uma curta dissertação:
“Eu gosto de ir a locais onde ainda existem uma série de desconhecidos, o que quero dizer é que busco a aventura e que isso me mantêm lá encima. Quando todos os elementos se unem, parece magia. Parece que... esse é o teu dia!”
Por outro lado, Lynn Hill, após a sua ascensão em livre da via Nose, escreveu:
“A realização final desta ascensão não foi apenas o culminar da minha carreira de 18 anos de escalada mas, representou também um simbolismo do tipo de valores que dão sentido e riqueza ás minhas experiências na escalada. (...) Estes sentimentos de paixão e convicção foram os que me permitiram atingir o fundo do meu ser e aceder ao poder imenso do espirito humano.”
Alex Lowe, por seu turno, numa reportagem publicada na American Alpine Journal, escreveu uma frase muito simples mas com um significado imenso:
“O melhor escalador do mundo é aquele que mais se diverte”
Luzes sobre o dentinho do Gatinho.Estas palavras que poderiam ter sido ditas por outros que considero (e que jogam a um nível muito superior ao nosso), relembram-me o que realmente valorizo e que vai muito para além dos números, colecções, logros ou realizações. Vai para além até do terreno de jogo, desportiva, aventura, boulder, alpinismo, rocha boa, rocha podre, erva ou escombros. O que realmente relaciona os Pinheirinhos, as pessoas, o mar, os golfinhos, o céu, as nuvens, as montanhas, a aventura, pode traduzir-se numa única palavra, um poderoso concentrado de valores que se conhece pelo nome de...

Paulo Roxo

Publicada por Paulo Roxo à(s) 10:12 10 comentários
Etiquetas: Serra da Arrábida



