terça-feira, abril 26, 2011

ADEUS Ó URSA!

ADEUS Ó URSA!

Não resisti e esta manhã fui verificar com os meus próprios olhos a nova cara da Ursa. O ar estava carregado de humidade, por isso as fotos não estão grande coisa mas, a magnitude é evidente.
Para ilustrar ainda mais, nada como visitar o link que a Daniela colocou no post anterior. Ali podemos ter uma perspectiva única deste acontecimento geológico. É IMPRESSIONANTE!


Antes.


Neste momento.


Antes.



Neste momento.



13 Comments:

Chinelo de Meter o Dedo said...

Obrigado Paulo saciaste-nos a curiosidade! Realmente impressionante!

Anónimo said...

Confesso que pensei ser o 1 de Abril atrasado :(

Rosado

sesa said...

Só de pensar que estávamos para lá ir...
Sensação de terror!

Anónimo said...

Eu bem sabia que tu não descansas enquanto não visses com os teus olhos!!!!!!
Aquele abraço
João Animado

Alguém muito cansado said...

Bem hajam. Claramente foi um acontecimento dramático.
Incidentes como este aumentam ainda mais as minhas inquietudes em relação ao desenvolvimento da prática da escalada de uma forma ambientalmente sustentável em Portugal. Gostamos de dizer que nós os escaladores somos os que mais apreciam a natureza, no entanto, ressalvando a fortíssima probabilidade da providencia natural, caberia interrogar se não teriam os escaladores directa ou indirectamente contribuído para este incidente? Quero absolutamente acreditar que não!
Haverá que ponderar as nossas expectativas de continuar a ampliar o número de vias sem atender a factores ambientais críticos, até que não sobre mais nenhuma pedra por tocar.
Se foram os praticantes de escalada, poderão estes evitar situações semelhantes, em potencia, noutros locais?
Haverá que procurar saber junto de quem realmente compreende a dinâmica geológica que assola a nossa orla costeira.
Obrigado

Anónimo said...

"Se foram os praticantes de escalada, poderão estes evitar situações semelhantes, em potencia, noutros locais?"
Evitar o quê? A erosão natural das arribas costeiras?

"Haverá que procurar saber junto de quem realmente compreende a dinâmica geológica que assola a nossa orla costeira."
E é de perguntar-lhes tb se não existe uma relação directa entre o psicobloc e os tsumanis!

Anónimo said...

Esta mania do anonimato também começa a cansar mas, como foi uma mensagem educada, da minha parte respondo na mesma moeda, excepto no que toca à assinatura, aí assumo as minhas palavras.
Para começar, insinuar a possivel implicação dos escaladores neste evento geológico parece-me algo tão rebuscado que teria de ter muita imaginação para que algum dia isso me passasse pela cabeça.
Sugerir, que umas dez ou doze escaladas, protegendo em meia duzia de cordeletes decrépitas e realizadas ao longo de três decadas possam ter contribuído para o que aconteceu, parece-me, com todo o respeito pelo "Alguém muito cansado", um absurdo do tamanho da derrocada que comentamos.
No entanto, e em consideração pelo "Alguém muito cansado" deixo a resposta principal para a Daniela, (quando lhe apetecer responder) que, por um acaso do destino até tem a profissão de Geóloga.

"Alguém muito cansado", juro que não tenho más intenções mas, não resisto em dizer que, de todos os comentários pseudo-ambientalistas (não se ofenda), este foi de longe, o comentário anti-escalador mais original que já li.

Um grande abraço.

ASSINADO (!): Paulo Roxo

Nelson Cunha said...

Eu vejo um aoportunidade de abrir novas vias!!!

É só deixar a poeira pousar e avaliar a solidez do que ficou!!!

Falo assim, porque estou muito longe e não irei lá com toda a certeza!

Boas escaladas

Daniela Teixeira said...

Olá ”Alguém muito cansado” (Sim, porque é necessário, respeitar o anonimato de alguém que sabemos quem é)

Bom, de facto, as escassas escaladas realizadas na Ursa deverão, de acordo com o famoso "Efeito borboleta" (a quem não sabe o que é, perguntar ao "Pai Google" chega para obter a resposta), ter influenciado o desmoronamento que ocorreu dia 21 de Abril na Ursa. De acordo com este fenómeno, tanto influenciaram as escaladas como o seu respirar e inclusivamente qualquer pisoteio (palavra que está muito na moda!) que realizou antes da derrocada, seja pisoteio citadino ou em qualquer ambiente mais natural, seja longe, ou seja perto do penedo em questão.

Claro que para além de todos os factores de influência considerados pelo "Efeito borboleta", julgo que a associação de 3 não desprezáveis factores podem ter contribuído de uma forma mais peremptória para a derrocada na Ursa:

- Elevado estado de alteração e fracturação presentes em certos troços do penedo (ok, está bem, troços grandes...muitos troços!), para os quais contribui de forma decisiva a intensa exposição às águas do mar.

- Força da gravidade (que creio ser superior à força de qualquer escalador, desculpem-me os mais fortes pela observação)

- Grandes chuvadas nos últimos dias antes da derrocada (relembro que choveu muito dia 18 e 19 e a derrocada foi dia 21). A água das chuvas tem por mau hábito lubrificar o material predominantemente argiloso que preenche as fracturas, promovendo muitas vezes a sua mobilização.

Como na natureza as explicações dos fenómenos são geralmente as mais simples, eu aposto na conjugação destes 3 factores como os primordiais para despoletar a derrocada...pronto, juntando a todos aqueles que se possam lembrar e que alimentam o “Efeito borboleta”, como por exemplo os inúmeros pescadores (muitos mais que os escaladores) que ao longo dos anos trepavam parte da Ursa para se plantarem virados ao mar a tentar atingir o Nirvana...e pescar o jantar.

Julgo que a explicação que coloquei pode ter algum fundo de verdade, já que sou geóloga há mais de 10 anos. Assim sendo, espero ter correspondido a “Alguém muito cansado”, que procurava a explicação de alguém com conhecimentos acerca da dinâmica costeira.

Boas escaladas em bom ambiente!

Daniela

Animado e Spagurja said...

3 coisas!!!
1º- Finalmente alguém que concorda comigo, é assim Nelson temos que formar uma cordada aqui do norte :-)
2º- Porra para os anónimos!!!!!
3º- Além da inuuuumeras escaladas na Ursa, acho que a flatulência da malta aqui do norte também ajudou na derrocada.
Aquele abraço anónimo
João Animado

Anónimo said...

O tempo geológico é, e sempre será um fascínio para os humanos. Presenciarmos a este desmoronamento é algo único e histórico para quem somente anda por cá 70/80 anos.

É pá, olha lá ò Avelar, se estás cansado, não nos canses mais com comentários sem fundamento. Já chega de austeridade.

Viva a escalada!
Filipe Cardinal

Texas said...

Concordo com o escalador cansado. Em primeiro lugar, porque fartei-me de escalar e pisotear este fim-de-semana e 'tou todo partido. Mas olha, treina qu'isso passa.
Em segundo lugar, o que é um chuvisco como o da semana passada, comparado com a brutal massificação da ursa? É vê-los a subir por ali às centenas como moscas em volta de bosta de vaca, daquelas bostas que um gajo pisoteia de vez em quando e que até dizem que dá sorte, então não dá, se é assim como é que ainda não ganhei o euromilhões, bom, são tantos escaladores que às vezes nem se vê o calhau.
Em terceiro lugar, acho mesmo muito estranho que tenham conseguido tirar uma fotografia justamente no momento em que a ursa desabou. Coincidência? Não me parece. Tenho a certeza que as tipas que capturaram o momento mandaram uma gaivota escalar a ursa e ficaram de máquina na mão à espera que aquilo desabasse. Estes fotógrafos não perdem uma.
Abc

Mafalda said...

É pah ò LA mas tas cansado do quê?? só se for dos músculos do rabo, de estar sentado a escrever estes teus discursos ridículos!.. Man vai meter-te agora com a malta dos desportos aquáticos assim! Então e a destruição do habitat dos peixinhos do mar e dos curais.. até é um tema bonito para se reflectir.

xau

Hugo Peniche