quinta-feira, junho 05, 2008

Guia de Escalada
do
CABO CARVOEIRO
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Capa
Antes da sua partida para os Himalais (bem... mais precisamente para o Karakorum), o Paulo incumbiu-me de mais uma tarefa: realizar a apresentação formal do seu Guia de Escalada do Cabo Carvoeiro aqui neste modesto espaço cibernético.

Este guia da autoria do Paulo Roxo e editado pela Espaços Naturais foi recentemente lançado para o mercado. Sim, lançado para o mercado! Não se trata apenas de uma edição caseira para distribuição aos amigos. Trata-se de um pequeno, mas excelente guia descritivo das 132 de auto-protecção do Cabo Carvoeiro, que pode ser adquirido nesta primeira fase na Loja Espaços Naturais e nas livrarias Byblos.

Com um grafismo simples mas extremamente cuidado e de coloração sóbria, textos e comentários (inclusivamente na lingua Inglesa) concisos e explicitos, representa na perfeição a falésia, os sectores e respectivas vias de escalada.

Mas volto a frisar: este guia apenas trata dos sectores e vias de escalada de auto-protecção.

No seu interior não só descreve as vias como já referido, mas também todas as informações úteis para permanecermos e escalarmos no Cabo Carvoeiro, assim como belas fotos de escalada como complemento aos croquis.

Exemplo do conteúdo

Nome: Guia de Escalada CABO CARVOEIRO

Autor: Paulo Roxo

Edição: Espaços Naturais - Publicações e Equipamentos de Montanha

Design: Cidade Tipográfica

1ª edição Maio 2008

Porto

ISBN 978-989-95813-0-2

1000 exemplares

quinta-feira, junho 14, 2007

Futuro...que se lixe o futuro! Viva o Cabo Carvoeiro!


Ora aí está! Ou melhor…ora aí esteve! Ou talvez melhor…ora lá esteve! Esteve o quê? E lá, onde? Confuso? Nada disso…

O “lá” foi mesmo no Cabo Carvoeiro. O “esteve” é que é um pouco mais complexo. Esteve lá…ou melhor estivemos em Peniche, um grupo de amigos (+ou- uns 15) para desfrutarmos de dois dias escalada. E esteve um fim-de-semana curioso onde a sorte se fez sentir acentuadamente. “Curioso”… devido à sorte! E que sorte tão curiosa!

Desde que o Nuno “Larau” se tornou num habitante… ou melhor, numa espécie de habitante… ou talvez ainda melhor, num pseudo-habitante de Peniche, que anualmente festejamos o 10 de Junho para aquelas bandas do Cabo Carvoeiro. Estes são festejos importantes para nós! Mas, desiludam-se os mais patriotas, pois os nossos festejos NADA têm a ver com o dia de Camões, das Comunidades e muito menos de Portugal! Este é o dia de aniversário do “Larau”, escalador (como quase todos os que estávamos presentes) com os dias contados! Contados, porque não temos futuro, porque somos escaladores clássicos sem futuro, porque a escalada clássica não tem futuro… NÃO TEM FUTURO!!!!

Ou será que estamos enganados? Ou será que aqueles que estão convictos disso estão mesmo redondamente enganados? Ou será que apenas o “iluminado” escalador, sabedor da verdade suprema, que um dia proferiu mediaticamente a frase «a escalada clássica não tem futuro» é que está mesmo esganado? Não sei, mas também pouco me importa! Aquilo que sei, ou melhor, aquilo que vejo é que me dá a imagem de que essa afirmação está errada. Nos últimos meses, nunca paredes e falésias “clássicas” viram tanta gente. Nunca algumas agora mediáticas vias de fissura viram tantos “friends” e mãos entaladas. Jamais o Espinhaço, Pinheirinhos, Meadinha, Cântaro Magro, Parede do Inferno e… Cabo Carvoeiro foram assediados de forma tão constante e por tanta gente. Até por lá aparecem algumas “estrelas” do nosso meio. E segundo ouvi dizer, nunca neste país pequenino à beira de um ataque de nervos…desculpem, à beira do Atlântico (ahhh…e que festeja o seu dia no mesmo dia de aniversário do Larau) foram vendidos tantos jogos de entaladores e “friends”. Será que são apenas para pendurar os cortinados, agora que o sol entrará com força pelas janelas e o calor apertará? Talvez…

Mas voltemos a centrarmo-nos no passado fim-de-semana. Como acima dizia foram dois dias curiosos e de sorte. Curiosos pelo grupo diversificado que se formou, e porque penso que nunca estas falésias se viram tão massificadas. Sorte…porque a sorte é que as previsões eram de chuva, pois se fossem de sol acho que morríamos todos esturricados. Foram dois dias perfeitos. Sol, temperatura amena, vias secas e o mar amigável. Enfim…enfiem-se nos buracos até os tendões rebentarem (contra mim falo, pois por vezes também o tento fazer e ainda por cima sem sequer entrar em nenhum “clube” restrito já rebentei um ombro e alguns dedos) e não apareçam…isto é, se quiserem ter algum futuro!

MG

Falésias do Cabo Carvoeiro



Fauna (e flora) local


E tu, será que tens futuro?


Fauna visitante



Marco Cunha...


...é que aaaabafas!

Larau... o aniversariante!


"O Ultimo reduto"


Paulo Roxo


Afinal na escalada clássica também dá para rebentar tendões


Bruno Gaspar "on fire"


E o Cunha a "flashar" a cagar


Repetindo "Bandeira a meia haste" , via aberta momentos antes pelo Larau (será que era por ser 10 de Junho?)


Ema Neto na "Bandeira a meia haste"


E quê, será o Rebuffat? Humm...antes fosse!


A colheita ao final de mais um dia de escalada. Embora em vias de extinção ainda capturámos 2 friends!


Coitadinhos...enfim, têm os dias contados. Viva o 10 de Junho!! (Parabéns Larau!!!!)

quarta-feira, julho 26, 2006

Tripaliu

Este passado Sabado a Daniela e eu abrimos a “TRIPALIU”, no Cabo Carvoeiro.Para mim tornara-se uma questão de honra batizar com este nome a seguinte via a ser inaugurada.
É que, na semana passada descobri a verdadeira origem da palavra TRABALHO. Agora está desvendado o mistério da minha militante aversão pela actividade “trabalhar”. Finalmente percebo as comichões e consequente brotoeja que invadem todo o meu corpo ativados pela simples menção dessa palavra. Leiam o seguinte e irão entender:
“Trabalho A palavra "trabalho" tem sua origem no vocábulo latino "TRIPALIU" (tripallium) - denominação de um instrumento de tortura formado por três (tri) paus (paliu). Desse modo, originalmente, "trabalhar" significa ser torturado no tripaliu. Quem eram os torturados? Os escravos e os pobres que não podiam pagar os impostos. Assim, quem "trabalhava", naquele tempo (na altura do Império romano), eram as pessoas destituídas de posses. A partir daí, essa idéia de trabalhar como ser torturado passou a dar entendimento não só ao fato de tortura em si, mas também, por extensão, às atividades físicas produtivas realizadas pelos trabalhadores em geral: camponeses, artesãos, agricultores, pedreiros etc. Tal sentido foi de uso comum na Antigüidade e, com esse significado, atravessou quase toda a Idade Média. Só no século XIV começou a ter o sentido genérico que hoje lhe atribuímos, qual seja, o de "aplicação das forças e faculdades (talentos, habilidades) humanas para alcançar um determinado fim". Com a especialização das atividades humanas, imposta pela evolução cultural (especialmente a Revolução Industrial) da humanidade, a palavra trabalho tem hoje uma série de diferentes significados, de tal modo que o verbete, no Dicionário do "Aurélio", lhe dedica vinte acepções básicas e diversas expressões idiomáticas. (Pesquisa de Augusto Nivaldo Trinos.In Revista "Educação e Realidade".)”

Epilogo: Eu já sabia!... Eu já sabia que quem tinha inventado o trabalho não podia ser boa rés!
Paulo Roxo

CARVOEIRADAS
No Domingo a coisa esteve animada no Cabo Carvoeiro. Estas falésias raramente visitadas receberam desta feita alguns ilustres estreantes nestas lides do calcarenito. Ao todo eramos nove escaladores que não se deixaram desanimar pelo calor reinante. A concentração realizou-se no sector ULTIMO, onde foram repetidas algumas das mais... repetidas do Carvoeiro. Assim, vias como a “Federações e outras aberrações”, “Os maluquinhos do cristal”, ou a bonita “Muita gira”, receberam as mãos, pés e magnésio de quase todos os presentes, que disfrutaram destas pequenas “clássicas”.
Também houve tempo para inaugurar um novo itinerário.O João Gaspar “conquistou” uma dura fissura extra-prumada que cruza a famigerada “Tripaliu” que eu, a muito custo (e em top) tentei realizar em livre e, retirar os friends no processo. O Fernando Pereira cruzou a via (também em top) em alta performance, numa velocidade estonteante. De tal modo que o que minutos antes estava dado como um claro 7a+, passou a ser cotado de 6b-. Mmmm... ou talvez não!...De qualquer modo, a "Directa da loucura": 7a/7a+ (?), ficou como um projecto (mais um, entre muitos no Carvoeiro) a desafiar os mais afoitos para uma ascensão em “rot-punkt”, ou “Red-point”, ou... encadear a coisa a colocar os frienduchos na fissurinha.

No Cabo Carvoeiro existem uma 120 vias de escalada de auto-protecção. Desde o inicio foi adoptada uma ética de não equipar absolutamente nada, a não ser as reuniões (mesmo as que existem estão apenas equipadas com um ponto – tige ou perne-, sendo necessário o reforço adicional). Estas falésias são generosas no que toca a fissuras, existindo porém algumas vias algo expostas (é claro que, muitas vezes, a exposição irá variar em função da arte do “animal” na colocação de protecções).

Paulo Roxo

Aqui ficam os croquis do sector ULTIMO e algumas fotos. O tal onde estivemos a “brincar” neste finde.

Tripaliu






...tripaliando... Posted by Picasa

Cabo Carvoeiro

Daniela na "Muita Gira", Miguel e Larau a contemplar...será que contemplam a Teresa??




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Cabo Carvoeiro

Daniela na "Muita gira", Miguel Grillo na "Federações e outras aberrações" e Larau na "Maluquinhos do cristal"





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Cabo Carvoeiro - croquis




Posted by Picasa

terça-feira, junho 13, 2006

O dia dos "anos"

Este é o mês de todos fazerem anos. Tanta, tanta gente que nasceu em Junho!

No dia 10 de Junho, é o dia de aniversário do «Larau», e como já vem sendo habitual nos ultimos anos, nesta data vamos escalar para o Cabo Carvoeiro (Peniche). E como o Roxo e a Ema também fazem anos na mesma semana, nada como festejar todos juntos os seus aniversários.

No Sábado até direito a bolo na falésia tivemos. À noite uma vez mais o Larau e a Guida proporcionaram-nos um banquete em sua casa.


O bolo rapelador!!


Os aniversariantes


Parte do grupo

Bruno a ultrapassar as dificuldades da via «Federações e outras Aberrações»