Encontro dos Entalados. O Rescaldo!
Lá fora chove. Um convite à melancolia. Ver a água a escorrer nos vidros da janela. Observar as folhas das árvores que se dobram e crepitam sob o peso das gotas. As pessoas que andam dobradas na vã tentativa de se protegerem da chuva... mas... que importam estas lamechices?
Ainda no Domingo o tempo estava perfeito. Frio, mas perfeito.
A aderência do melhor e a malta satisfeita, a subir às pedras.
No Domingo decorria o segundo dia do “Encontro dos Entalados” na barragem de Santa Luzia.
No Sábado, às oito da manhã, o termómetro marcava os zero graus.
No paredão da barragem uma ligeira brisa acentuava um pouco mais a sensação de frio. No entanto, apesar das condições adversas, o pessoal lá foi aparecendo para realizar as inscrições no auto-intitulado “melhor encontro de escalada do fim-de-semana” (era o único!).
Foi curioso observar a variedade de “vário-pintas” que, vindos de diversos locais do País, foram chegando à mesa de inscrições (genialmente organizada pela Natália e Daniela). A maioria, afundados nos gorros e nos casacos de penas, ostentando os friends e entaladores e com as cordas ao ombro. Dava a impressão que o que estava afinal a ser organizado era um encontro Invernal na Escócia.
Contudo, o frio não foi suficiente para demover os corajosos escaladores, que após degustarem um troço de bolo (patrocínio da Natália e da minha mãezinha) ou um troço de salame (patrocínio da mãezinha do Miguel), se dirigiram às paredes para degustarem algo mais duro, como as fissuras de Stª Luzia.
Ao longo do dia eram muitas as cordadas espalhadas pelos cinco sectores. O paredão da barragem oferecia o “spot” perfeito para observar a acção desenvolvida. Desde esse ponto o Miguel dedicou-se a realizar a reportagem fotográfica do evento.
Montes de “clássicos sem futuro” disseminados pelas vias “mais, mais” da Luzia.
A super clássica “Canto do Cuco” foi uma das vias preferidas tendo sido assediada várias vezes pelos friends e entaladores dos participantes.
Uma das mais duras vias abertas até à data, a “Fissura dos Mclouds”, também foi frequentemente visitada, tendo sido encadeada e inclusivamente realizada “à vista” pela primeira vez. Consta que também foi imediatamente decotada (adivinhem lá por quem)!
Na parede do Manómetro, as ascensões realizadas surpreenderam. Afoitos escaladores atreveram-se a enfrentar a sombria parede, repetindo linhas como a “Blood Runner”, a “Bela flor cimentada” e a “Manómetro 08-006, S3”.
Claro que, numa actividade em terreno de aventura que se preze não poderá faltar o incidente de taquicardia da praxe. No caso do encontro em questão, o incidente eleito ao primeiro prémio, ocorreu na intimidante parede do Falcão e foi protagonizado por um dos ilustres participantes quando escalava o segundo largo da via “Falco”. Este, escalando em segundo de cordada, inadvertidamente provocou um desprendimento de pedras que o lançou numa mega queda em pêndulo, com o fino cordel de 8,5 mm ao qual estava atado, a roçar em todas rochas e mais algumas. Felizmente, o único acidentado foi o relógio do escalador, no qual ficou para sempre registada a hora do crime.
O Sol escondeu-se atrás do horizonte e o frio da noite obrigou a recolher às box`s, excepto alguns resistentes (cinco cordadas!) que resolveram enfrentar os últimos lances das respectivas vias envoltos na escuridão e... sem frontal! Tudo correu pelo melhor e, algum tempo depois já todos desfrutavam do calor aconchegante do restaurante da aldeia de Casal da Lapa.
Três representantes da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra deram o ar de sua graça e em breve todos os presentes mastigavam o excelente jantar providenciado pela cozinha do Café das Beiras.
Após a sobremesa e cafés, o João (Irmandade da Topalhada) foi raptado para realizar o inevitável discurso de agradecimentos, uma vez que a organização do evento estava demasiado ocupada (leia-se envergonhada) para falar aos presentes.
Não fugindo à tradição e com o já habitual apoio da loja Espaços Naturais, foi sorteada uma corda de escalada novinha em folha (e ainda sem pêlos levantados ou mazelas várias, fruto de “coquinadas” de pedras rolantes) pelos aventureiros, agora transformados em Jantaristas. Para grande inveja de muitos, a contemplada foi a jovem Romana, que ainda por cima se estreava nestas lides da escalada de auto-protecção. Uma feliz coincidência que (creio eu) acabou por deixar todos satisfeitos.
A noite terminou com um fado verdadeiramente genial, escrito e cantado pelo João, num acto de inspiração e improviso, empurrados pelo vinho da casa. Por falar no vinho, este foi para muitos, o catalizador do sono que enviou cada um para o seu canto (uns para as tendas, outros para as carrinhas modificadas) a fim de passar uma noite descansada sob o céu fantasticamente estrelado.
Os zero graus do termómetro despertaram os resistentes que, após o pequeno-almoço, se lançaram de novo às paredes.
O inconfundível tilintar dos friends e demais quinquilharia fez-se ouvir uma vez mais e, embora em menor numero que no dia anterior, vários escaladores coloriram as vias da barragem.
Podemos afirmar com segurança que, graças ao entusiasmo e boa disposição dos participantes, o “Encontro dos Entalados” foi um sucesso.
Assim, talvez a “Clássica” tenha afinal algum futuro!
A organização gostaria de agradecer ás seguinte entidades e pessoas:
À Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra por ter autorizado o encontro, limpo alguns dos acessos a vias de escalada e toda a disponibilidade prestada.
Ainda no Domingo o tempo estava perfeito. Frio, mas perfeito.
A aderência do melhor e a malta satisfeita, a subir às pedras.
No Domingo decorria o segundo dia do “Encontro dos Entalados” na barragem de Santa Luzia.
No Sábado, às oito da manhã, o termómetro marcava os zero graus.
No paredão da barragem uma ligeira brisa acentuava um pouco mais a sensação de frio. No entanto, apesar das condições adversas, o pessoal lá foi aparecendo para realizar as inscrições no auto-intitulado “melhor encontro de escalada do fim-de-semana” (era o único!).
Foi curioso observar a variedade de “vário-pintas” que, vindos de diversos locais do País, foram chegando à mesa de inscrições (genialmente organizada pela Natália e Daniela). A maioria, afundados nos gorros e nos casacos de penas, ostentando os friends e entaladores e com as cordas ao ombro. Dava a impressão que o que estava afinal a ser organizado era um encontro Invernal na Escócia.
Contudo, o frio não foi suficiente para demover os corajosos escaladores, que após degustarem um troço de bolo (patrocínio da Natália e da minha mãezinha) ou um troço de salame (patrocínio da mãezinha do Miguel), se dirigiram às paredes para degustarem algo mais duro, como as fissuras de Stª Luzia.
Ao longo do dia eram muitas as cordadas espalhadas pelos cinco sectores. O paredão da barragem oferecia o “spot” perfeito para observar a acção desenvolvida. Desde esse ponto o Miguel dedicou-se a realizar a reportagem fotográfica do evento.
Montes de “clássicos sem futuro” disseminados pelas vias “mais, mais” da Luzia.
A super clássica “Canto do Cuco” foi uma das vias preferidas tendo sido assediada várias vezes pelos friends e entaladores dos participantes.
Uma das mais duras vias abertas até à data, a “Fissura dos Mclouds”, também foi frequentemente visitada, tendo sido encadeada e inclusivamente realizada “à vista” pela primeira vez. Consta que também foi imediatamente decotada (adivinhem lá por quem)!
Na parede do Manómetro, as ascensões realizadas surpreenderam. Afoitos escaladores atreveram-se a enfrentar a sombria parede, repetindo linhas como a “Blood Runner”, a “Bela flor cimentada” e a “Manómetro 08-006, S3”.
Claro que, numa actividade em terreno de aventura que se preze não poderá faltar o incidente de taquicardia da praxe. No caso do encontro em questão, o incidente eleito ao primeiro prémio, ocorreu na intimidante parede do Falcão e foi protagonizado por um dos ilustres participantes quando escalava o segundo largo da via “Falco”. Este, escalando em segundo de cordada, inadvertidamente provocou um desprendimento de pedras que o lançou numa mega queda em pêndulo, com o fino cordel de 8,5 mm ao qual estava atado, a roçar em todas rochas e mais algumas. Felizmente, o único acidentado foi o relógio do escalador, no qual ficou para sempre registada a hora do crime.
O Sol escondeu-se atrás do horizonte e o frio da noite obrigou a recolher às box`s, excepto alguns resistentes (cinco cordadas!) que resolveram enfrentar os últimos lances das respectivas vias envoltos na escuridão e... sem frontal! Tudo correu pelo melhor e, algum tempo depois já todos desfrutavam do calor aconchegante do restaurante da aldeia de Casal da Lapa.
Três representantes da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra deram o ar de sua graça e em breve todos os presentes mastigavam o excelente jantar providenciado pela cozinha do Café das Beiras.
Após a sobremesa e cafés, o João (Irmandade da Topalhada) foi raptado para realizar o inevitável discurso de agradecimentos, uma vez que a organização do evento estava demasiado ocupada (leia-se envergonhada) para falar aos presentes.
Não fugindo à tradição e com o já habitual apoio da loja Espaços Naturais, foi sorteada uma corda de escalada novinha em folha (e ainda sem pêlos levantados ou mazelas várias, fruto de “coquinadas” de pedras rolantes) pelos aventureiros, agora transformados em Jantaristas. Para grande inveja de muitos, a contemplada foi a jovem Romana, que ainda por cima se estreava nestas lides da escalada de auto-protecção. Uma feliz coincidência que (creio eu) acabou por deixar todos satisfeitos.
A noite terminou com um fado verdadeiramente genial, escrito e cantado pelo João, num acto de inspiração e improviso, empurrados pelo vinho da casa. Por falar no vinho, este foi para muitos, o catalizador do sono que enviou cada um para o seu canto (uns para as tendas, outros para as carrinhas modificadas) a fim de passar uma noite descansada sob o céu fantasticamente estrelado.
Os zero graus do termómetro despertaram os resistentes que, após o pequeno-almoço, se lançaram de novo às paredes.
O inconfundível tilintar dos friends e demais quinquilharia fez-se ouvir uma vez mais e, embora em menor numero que no dia anterior, vários escaladores coloriram as vias da barragem.
Podemos afirmar com segurança que, graças ao entusiasmo e boa disposição dos participantes, o “Encontro dos Entalados” foi um sucesso.
Assim, talvez a “Clássica” tenha afinal algum futuro!
A organização gostaria de agradecer ás seguinte entidades e pessoas:
À Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra por ter autorizado o encontro, limpo alguns dos acessos a vias de escalada e toda a disponibilidade prestada.
Aos Abismados, nas pessoas de Natália e Sergio que, gentilmente trataram da edição dos croquis, ajudaram na organização e patrocinaram um bolo em forma de coração que rapidamente foi despedaçado!
À Loja Espaços Naturais, por ter oferecido as cordeletas (que decerto irão tirar alguém de algum apuro, no futuro!), os pequenos mosquetões e a valiosa corda de escalada sorteada no jantar.
À Irmandade da Topalhada, mais concretamente na pessoa do Bruno Gaspar que ajudou bastante na organização e ao João por ter realizado o discurso da ordem e ter cantado o genial “Faduncho Classiqueiro”.
A todos vocês que estiveram presentes e que deram o real sentido ao encontro.
Obrigado
Paulo Roxo
Daniela Teixeira
Miguel Grillo











































































