terça-feira, outubro 20, 2009

ENCONTRO DOS ENTALADOS (PROIBIDO!)



No passado fim-de-semana (17 e 18 de Outubro) esteve para ser organizado o segundo encontro dos Entalados na Serra da Estrela, em redor do Cântaro Magro.

Em 2007, tivemos o prazer de organizar o primeiro, na Barragem de Santa Luzia ao qual acorreram cerca de quarenta escaladores.

Este ano tivemos 80 inscrições.

Este é um encontro direccionado para a escalada de auto-protecção, embora sejam muito bem-vindos todos os estilos.

Com efeito, este ano, tivemos também alguns inscritos com a intenção de escalarem vias desportivas e bloco.

No fundo, tratou-se de um encontro de ESCALADA.

Segundo a FPME, que nos estava a apoiar ao nível dos pedidos de autorização, tinhamos a autorização do Parque Natural da Serra da Estrela, para a organização do evento. No entanto, soubemos que o I.C.N. proibiu o encontro, atravéz de um telefonema recebido por nós, por volta das 20.30 de sexta-feira, 16 (encontravamo-nos a caminho da Serra da Estrela, para preparar a recepção das pessoas)!

Perante a impossibilidade de impedir que os inscritos se dirigissem à serra, fomos obrigados a anular oficialmente o evento, atravéz de um comunicado para o Forum Havista mas, resolvemos receber as pessoas no local combinado para explicar a situação.

Quanto ao papel da FPME e ao parecer do ICN, não nos vamos alongar e já publicaremos algo mais, para ajudar a comunidade a reflectir acerca do assunto e a emitir a sua opinião.


Estas linhas servem para agradecermos a todos os participantes do (anulado) Segundo Encontro dos Entalados.


- Um muito obrigado a todos os que se inscreveram no encontro anulado. Obrigado pelas vossas palavras de apoio e presença.

- Um muito obrigado ao Carlos Vieira da D`Maker, com as marcas Edelweiss e La Sportiva, por não “retirar o barco”, perante a adversidade.

- Um muito obrigado à Natalia e ao Sergio (abismados), por todo o trabalho de montagem dos croquis e grande apoio no terreno.

- Um muito obrigado ao Bruno Gaspar e ao Clube de montanha da Figueira da Foz pelo apoio na organização.

- Um muito obrigado à Ema Neto e ao Miguel Grillo, pelo grande apoio no terreno.

- Um muito obrigado ao Helder e ao Clube de montanha de Seia, pelo apoio ao nível de alguns contactos e autorizações.

- Um muito obrigado ao Paulo Branco e ao Corpo de Montanha da G.N.R. pela preocupação, relativa ao estacionamento e segurança.

- Um muito obrigado ao Rui Rosado pela sua interessante palestra sobre a origem e evolução dos Friends.

- Um muito obrigado ao João Fernandes, pelo discurso e pela composição genial da musica da noite (!).

Obrigado e as nossas desculpas pela anulação do evento.


R.P.P.D.


P.S. Nesse mesmo fim-de-semana constatámos que foi organizado uma actividade Todo-o-terreno na Serra da Estrela. Existirá alguma contradição de valores? Natureza?...




sexta-feira, outubro 16, 2009

ENCONTRO DOS ENTALADOS. INDICAÇÕES FINAIS.


Desta era para relembrar a malta que:

- O restaurante está sobre-lotado, por isso não vamos conseguir encaixar mais gente. Pedimos desculpa a quem não se inscreveu a tempo.

- O local de recepção e inscrições será na Curva do Cântaro (ver mapa nos posts abaixo) e a partir das 9.00 da matina.

- Não esquecer agasalhos, porque apesar do tempo bom previsto, vai estar fresquinho!

- A começar ás 19.30 teremos o Rui Rosado a "palestrar" sobre a historia e evolução dos "amigos" Friends (imediatamente antes da janta "combibio").

quinta-feira, outubro 15, 2009

ENTALADOS estamos nós!!! eheheheheh

INSCRIÇÕES COM JANTAR ENCERRADAS.


Olá a todos

Queremos desde já agradecer a todos os que decidiram entalar-se conosco neste próximo fim-de-semana, que já sabemos que vai ser ensolarado e um pouco fresco (pelo menos foi o que nos disse o gajo que vive lá em cima...por e-mail!)

A adesão superou as nossas melhores expectativas, o que foi uma excelente surpresa.

Neste momento, o restaurante que pensavamos ser mais do que suficiente para a malta, vai ficar lotado, pelo que, com muita pena, não podemos aceitar mais inscrições com jantar incluido!...que nos desculpem os que não se inscreveram atempadamente.

No entanto, todos são bem-vindos ao 2º Encontro dos Entalados!!...a coisa promete...quem sabe até se vai escalar qualquer coisa!

Caso haja mais interessados, agradecemos ainda assim que nos contactem, para não deixar-mos ninguém sem topo-guia.

Então até Sábado....

PS: caso haja desistencias, por favor informem-nos também!

segunda-feira, outubro 12, 2009

ENCONTRO DOS ENTALADOS, MAIS INFORMAÇÕES


Pedimos que as pré-inscrições sejam feitas NO MÁXIMO até dia 15 de Outubro (quinta-feira), para o seguinte mail: entalados2009@gmail.com, colocando apenas o nome e o “Vou!” (também podem mandar umas bocas!), para sabermos quantas pessoas teremos de marcar para o jantar.


INSCRIÇÕES:

12 euros, inclui jantar de Sábado e topo-guia; OU 5 euros, para quem não quiser jantar, só topo-guia.

As inscrições serão feitas na “curva do cântaro” entre as 9:00 e as 11:00 e posteriormente na zona de maior aglomeração de escaladores.

PERNOITA:

Covão d’Ametade. Aconselha-se a não deixar a tenda montada durante o dia, devido aos roubos que ocasionalmente ocorrem naquele lugar. A quem queira aparecer mais cedo, alguns de nós já lá dormiremos na sexta-feira à noite.

JANTAR e PALESTRA:

No Café Estrela, em Penhas da Saúde. A palestra, por Rui Rosado “Friends, história e evolução”, terá o seu início pelas 19:30, ao que se seguirá o jantar de “cumbibio”. O Café Estrela tem o restaurante separado da zona de copos, pelo que o início da noite poderá ocorrer...a qualquer hora!

NÃO ESQUECER:

Para além da tenda e habitual logística para pernoita, roupa quente tanto para a noite, como para escalar, pois por ali o tempo fresco começa já a fazer-se sentir...parte positiva? MELHOR ADERÊNCIA! Se nas vias ao sol a temperatura é agradável, os que optarem por vias mais sombrias deverão ir prevenidos.

PETISCO DA MANHÃ:

Aconselha-se levar pequeno-almoço. É possível tomar o pequeno-almoço no Café Estrela em Penhas da Saúde (não tem pastelaria), ou um pouco mais longe, nos cafés da vila de Manteigas.

“BITAITES” SOBRE AS VIAS:

Para além dos topo-guias, também teremos uns tipos disponíveis a fornecer qualquer informação, conselho ou esclarecimento relativamente ás vias de escalada. Os anfitriões de serviço serão: Paulo Roxo, Bruno Gaspar e Miguel Grillo.

MATERIAL TÉCNICO ACONSELHADO:

- Cordas duplas (apesar de ser possível utilizar corda simples de 60m na maioria das vias).

- Conjunto de entaladores + conjunto de friends por cordada

- Sangles ou cordeletes para abandonar (apesar da maioria das vias ter reuniões equipadas).

- Capacete, bastante aconselhável. Apesar da rocha ser bastante sólida, encontramo-nos em terreno de aventura.

- Descensor do tipo reverso, oito, tubo...para rapelar em cordas duplas

PARA AS VIAS LONGAS (Face Sul e Face Nordeste):

Iniciar a escalada cedo, algures entre as 9 e as 10:30 (contar com cerca de 20 a 30 min de aproximação).

ACESSOS:

No mapa que se segue, encontram-se os acessos à curva do Cântaro, Covão d’Ametade e Café Estrela, desde a Covilhã e Seia.

quarta-feira, outubro 07, 2009

VENS OU NÃO? SE CALHAR ATÉ HÁ ESCALADA!


A vida corre-te mal?!

Não tens guito?!

A gaja/gajo deu-te com os pés?!

Perdeste o emprego?!

O matreiro em quem votaste não ganhou?!

Sentes-te ENTALADO?!


Não contraries a desgraça!

Não lutes contra o inevitável!

Junta-te aos outros miseráveis!

Agarra nos teus AMIGOS e...

vem participar no...


2º ENCONTRO DOS ENTALADOS


Já considerado pela critica como: o melhor encontro de escalada... do fim-de-semana!


(se não te encontras em nenhuma das situações anteriores podes vir também).




Preço e referências para muito/muito breve.


terça-feira, outubro 06, 2009

UMA AVENTURA... COMOVENTE!

Uma novissima reunião "à bomba!!". Imagem de marca do Cabo da Roca.


Uma caminhada de reconhecimento levou-me um dia à base desta sombria parede.

Descobertos os sectores mais óbvios do Cabo da Roca, as manobras seguintes consistem em levantar as pedras banhadas pelo oceano, para ver se por baixo conseguimos encontrar algum novo muro interessante.


A praia da Aroeira, vista desde o farol.


Desta vez, “debaixo de uma pedra” surgiu uma “coisita” com uns 70 metros, que poderia albergar alguma que outra nova via.

Ignorando a maré que subia inexoravelmente, sentei-me num calhau rebolado pela violência das ondas e, comecei a tirar as fotos da praxe. A minha imaginação começou a traçar as possíveis linhas que poderiam, no futuro, cruzar esta sugestiva parede orientada a norte.


A sempre espectacular Ursa aflora entre os rochedos.


No dia 24 de Setembro, o Rui Rosado começou a escalar uma via relativamente fácil, situada na face oeste da “Pirâmide”, na zona da praia da Aroeira. Esta fissura/chaminé é uma pequena criação de Sergio Bruno, um brasileiro afoito que, nos anos 90, inaugurou muitos horrores na região do Cabo da Roca.



Pela minha parte teria de escalar este quinto grau ligeiro, em segundo de cordada mas, carregando o petate com toda a logística necessária para abrir uma nova via. O que neste caso, significava “alancar” com a comida, água e... máquina hilti e uma mão cheia de plaquetes.

Com a maré cheia, esta é uma das unicas formas de aceder à face norte do sector. Do “lado de lá”, iríamos equipar uma reunião de rapel para descer até à base da parede.


O Rui a escalar a via de acesso.


“Isto começa bem!”

Cinco minutos passados e, ainda não conseguia descolar do solo.

“Máquina!”

Com o Rui Rosado a empurrar-me as costas, lá consigo colocar um primeiro perno, o mais alto que o meu braço alcançava.

Um maravilhoso passo de escalada... em artificial, uns esgares e grunhidos a tentar abandonar a segurança da plaquete e... “Máquina!!”

A cordeleta de apoio permite improvisar um teleférico entre o escalador e o assegurador que pode passar desta forma qualquer peça de equipamento necessário, como a máquina de furar. Através dessa cordeleta não se pode, no entanto, passar a dose de decisão imprescindível para enfrentar o medo de seguir para cima.

Uma segunda plaquete foi colocada sem mais delongas.

A partir desse ponto foi possível colocar alguns friends e a escalada decorreu com a elegância... de um hipopótamo, entre os estribos e o livre tosco.

O Rui Rosado, em segundo de cordada, realizou o primeiro largo todo em livre, com aparente facilidade.


O Rui a forçar em livre o primeiro largo.


Abrindo o segundo lance, o Rui fez uma figura muito melhor que a minha, cruzando em escalada livre um muro precário e com um razoável grau de exposição: “Olha, presta atenção! É que estão por aqui uns blocos...”


A reunião do primeiro largo. Um magote de plaquetes!!


Alguns longos minutos volvidos em que permanece oculto da minha visão, eis que reaparece a ultrapassar uma secção bem delicada (mas de rocha sólida), de acesso à reunião.


O Rui emerge no "crux" do segundo lance.


O terceiro largo revelou-se o mais difícil de roer, apesar da fissura que o corta de alto a baixo. Bem, na verdade trata-se de uma micro-fissura que, no seu inicio, foi conquistada com entaladores pequenos e um piton (rapidamente substituído por um novissimo perno aço inox!) e, depois aceitou alguns microfriends e até um camalot 0,75 (o verde do conjunto).


Aqui o "je" a seguir a via mais fácil... espetar um perno com a máquina... é a vergonha!


Com a corda por cima, o Rui esforçou-se para tentar “libertar” este lance mas, o malfadado resistiu-se aos esforços. Ficou-se como uma proposta de 7a+ ou 7b, a confirmar, (ou desconfirmar!), como é evidente.


O Rui na saída do terceiro largo.


Coube ao Rui escalar o ultimo lance. Entretanto, estavam esgotadas as plaquetes calculadas para a via. E, a julgar pelo estado da rocha, se havia algum lance que necessitava –mesmo- de protecções, era este ultimo. O grau era muito mais acessível que os outros mas, a sua exposição também era a maior, devido à qualidade da rocha, digamos... muito precária!


E a entrar no ultimo e infame largo.


Está pensada uma nova visita para “endireitar” (e proteger!) este ultimo lance, limpar a via dos blocos mais suspeitos e acrescentar uma ou duas protecções expansivas de forma a “humanizar” um pouco mais esta: “AVENTURA COMOVENTE” (COMOVENTE, porque as pequenas pedrinhas e pó que caiam, entravam-nos nos olhos e faziam-nos lacrimejar bastante –qual donzela chorosa ás janelas do castelo.).


Paulo Roxo







quarta-feira, setembro 30, 2009

FALTA DE CIVISMO E CRIME NA SERRA



Durante anos aquele tecto perseguiu-me.

Desde que imaginei a linha, todos os Invernos fazia o reconhecimento obrigatório, na esperança de encontrar a via em condições para ser escalada.

Trata-se de um tecto evidente, que domina o inicio do “Corredor do Inferno”.

Em meados dos 90, nos primórdios da estranha disciplina conhecida como “Dry-tooling”, semi-equipei uma via, que prometia dar luta aos piolets e crampons. A ideia era cruzar o tecto através de uma coluna de gelo, de rarissíma formação e, continuar por uma estreita cascata congelada num diedro de musgo.

O tempo foi passando e, a via aparecia por vezes em aparentes boas condições, justamente nos dias em que nunca me encontrei disponível para a realizar.

Continuo na peugada desta ascensão Invernal.

Este tecto fugidio , acabou por sucumbir sob o pó do magnésio, em lugar dos piolets.

O Bruno Gaspar, sempre ávido buscador de emoções graníticas, não teve quaisquer dificuldades em aceitar o repto de abrir uma via nesta secção de rocha da Serra da Estrela.


O Rui Rosado e a Ana também andavam pela serra. Aqui, podemos apreciar o Rui, perdido num mar de granito, a descortinar os passos da delicada "Desportex total", um 6c equipado na Parede do Inferno.


O dia 27 de Agosto, terminou com um mergulho nas águas da Lagoa Comprida que limparam o musgo transferido pela intensa escovagem, da parede para o interior das nossas roupas.

No dia seguinte, dirigimo-nos ao nosso objectivo, agora devidamente escovado e equipado com algumas plaquetes imprescindíveis, sobretudo em reuniões.

Desde o cimo, tínhamos topado com uma linha lógica situada à direita do velho projecto de “Dry-tooling” cruzando o mesmo tecto que desafiara a minha imaginação durante tantos anos.

Escalei o primeiro largo e, ao chegar aos passos do tecto nem sequer me preocupei em verificar a sua possibilidade em livre. Isso seria a tarefa do Bruno que, em segundo de cordada tentou descortinar os passos de bloco (mantel incluído!) que culminavam na reunião.


O Bruno a aproximar-se do "crux" do primeiro largo.


No segundo lance, o Bruno fez um bom trabalho ao ultrapassar uma secção muito difícil utilizando o seu técnico repertório de pés e... mental, dada a importante componente de “run-out” no “crux” obrigatório.




Dois momentos do segundo lance da "O crime do Palaçoulo".


Ainda não rendidos e, de volta á base da parede, lançámo-nos á segunda via do dia, desta vez atacando uma linha que partilha a saída do tecto e primeira reunião com o projecto de “dry-tooling”.

A escova, essa, ficou estacionada e, apenas limpámos sumariamente os pontos específicos para colocar os pés. A ideia é manter o musgo na saída do tecto, de forma a preservar a base para a “primeira camada” de gelo que, de resto, vai sendo cada vez mais raro na nossa serra.


Eu, a caminho do grande guarda-chuva de granito.


No entanto, a via está perfeitamente comestível com o grau de limpeza actual, por isso, não existem grandes desculpas para não realizar uma futura ascensão integral em livre, que promete... grau!



O nome: “O crime do Palaçoulo”, tem a sua origem num fantástico corte profundo que o Bruno infligiu à sua própria mochila, quando tentava cortar uns velhos cordões de suporte, utilizando uma opinel Lusitana: a navalha Palaçoulo.

O nome: “Civismo zero” é uma singela homenagem ao civismo social muito natural do povinho Português.


Atenção: É possível utilizar apenas a corda simples de 60 metros para estas vias mas, é obrigatório confirmar que a corda possui efectivamente 60 metros, e não menos! O primeiro rapel desde o cimo das vias (através da “O crime do Palaçoulo”) será no limite (muito limite!) das pontas da corda.

O melhor mesmo é utilizar cordas duplas.



Paulo Roxo

segunda-feira, setembro 28, 2009

Mudança de data

2º ENCONTRO DOS ENTALADOS, DIAS 17 E 18 DE OUTUBRO NA SERRA DA ESTRELA

Tendo em conta a data das autárquicas, 11 de Outubro e a enorme vontade demonstrada por vários escaladores da praça em ir exercer o seu direito de voto, decidiram os organizadores deste encontro, de forma democrática, a mudança da sua data para os dias 17 e 18 de Outubro.

Esperamos desta forma contribuir para a manutenção dos valores da abstenção verificados nas eleições legislativas, não colaborando assim, de forma directa, para o seu aumento!

Lamentamos não termos sido informados (nem consultados!) sobre a data das autárquicas em tempo útil.

Atenciosamente
A organização

quinta-feira, setembro 24, 2009

2º ENCONTRO DOS ENTALADOS, DIAS 10 E 11 DE OUTUBRO

...lá para os "Montes Hermínios"...


Informações brevemente...acho eu!

quinta-feira, setembro 10, 2009

GASHERBRUM VI

A via escalada até ao ponto de retirada.

A nossa tentativa de escalar a face nordeste do Gasherbrum VI fracassou aos 6400 metros devido ás terriveis condições da neve encontradas bem perto da aresta.

A neve, transportada pelo vento desde a face sul converteu a saída da via numa parede vertical de farinha precária, tornando impossivel ou muito perigoso a continuação.

A desistência obrigou a descer toda a parede com o sol em pleno, realizando uma série de rapeis em "abalakovs (pontes de gelo)" ou pitons de rocha, bem como alguns destrepes assistidos.

20 horas depois, chegámos ao "campo esperança", à tenda que haviamos abandonado a meio do glaciar.



A Daniela no glaciar entre o campo base e o "campo esperança".

Paulo nas primeiras rampas da via.

Uma reunião. Um piton!

A Daniela, assegura desde uma reunião. O bom tempo previsto parece não aparecer.

Olhando o futuro!

Ao amanhecer.

O GII, desde a nossa via.

Ao amanhecer e para cima!

Lá embaixo a tenda do "campo esperança".

Continuando...


A protecção corresponde a uma tentativa de reunião. Um piton que saiu com um leve esticão!!

"Tão perto e tão longe..."

As vistas sobre o glaciar eram tremendas. O campo base fica para a direita, o campo 1 para a esquerda.

Vertigem sobre o abismo.

Os rapeis.

Ver os posts anteriores...

GLACIAR E ACLIMATAÇÃO


Baltoro Kangri, o magnifico! Note-se que o ultimo posto militar habitado permanentemente encontra-se no colo no extremo esquerdo da fotografiaaos 6000 metros de altitude.


Como no ano anterior, realizámos a aclimatação na via normal do GII. Mas, ao contrário do ano anterior desta não passámos do campo 2, aos 6500 metros.
O glaciar, desta vez revelou-se muito mais fácil que em 2008 e, na melhor das hipoteses conseguiamos subir em cinco horas os cerca de dez quilómetros de extensão para quase mil metros de desnivel que nos separavam do campo base. Em contraste com os tempos de Ueli Steck que subia aquilo em três horas!

A Daniela no glaciar.

A caminho do campo 1.


Duas figuras dirigem-se lentamente para o campo 1.


O alemão Dirk. Um bom alpinista e, acima de tudo, um bom ser humano. Ganhámos um bom amigo.

O GI domina.

Campo 1 (6000 m). Note-se o aspecto das vertentes que caem do Esporão dos franceses, na foto por cima das tendas.


A mini tenda no campo 1. O GVI atrás.

Luzes.

Avalaaannche!!!

Durante a aclimatação a caminho do campo 2.


O campo 2 aos 6500 metros.


Mmmm... parece funda!


O adeus ao glaciar!!

Ver a mensagem anterior.